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Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares: Mulheres +40 devem redobrar os cuidados 

No último dia 14 de maio, Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares, o Ministério da Saúde apontou que mulheres de 35 a 45 anos ou mais são as mais vulneráveis quando o assunto é saúde cardiovascular. Isso porque o corpo passa por uma série de mudanças que aumenta as chances de elas serem desenvolvidas, sendo muito importante que os cuidados sejam redobrados nesta fase.  
 
Vale lembrar que nas doenças cardiovasculares estão inclusos casos de infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC), arritmias e insuficiência cardíaca. 
 
Abaixo, entenda as razões por trás dessa tendência crescente e por que as mulheres +40 lideram o caminho no cuidado com a saúde cardiovascular. 

  • Mudanças hormonais 

A menopausa, que geralmente ocorre por volta dos 50 anos, traz mudanças hormonais que afetam a saúde cardiovascular.  

Uma delas é a diminuição dos níveis de estrogênio, responsável também por sintomas como insônia e problemas de memória.  

  • Responsabilidades familiares e experiências pessoais 

Mulheres que envelhecem e se tornam cuidadoras de membros mais velhos da família passam a aumentar a própria conscientização sobre a importância da saúde do coração.  

Além disso, é também comum que muitas testemunhem amigos ou familiares lidando com problemas cardiovasculares. Tais experiências pessoais servem como um lembrete. 

  • Mudança de prioridades 

Conforme as mulheres entram na meia-idade, muitas reavaliam suas prioridades durante reflexões de autoconhecimento, não sendo difícil notarem que a saúde é uma das maiores riquezas da vida. 

Dessa forma, sentem-se mais dispostas a investir tempo e esforço em hábitos saudáveis, incluindo uma dieta equilibrada, exercícios regulares e exames médicos preventivos. 

Diversos fatores de risco estão associados às causas de mortes por doenças cardiovasculares no Brasil. Logo, algumas formas de prevenção são a prática de atividade física pelo menos 150 minutos por semana e parar de fumar. 

Leia mais no portal de notícias do Grupo Sirius: Estratégias para deixar o cigarro 

Com medidas preventivas e proativas para cuidar do coração, todas as mulheres +40 assumem o controle da própria saúde e inspiram outras a fazerem o mesmo.  

Nós, do Grupo Sirius, acreditamos ser essencial continuar promovendo conscientização e educação sobre a saúde cardiovascular, capacitando, assim, mulheres a trilharem vidas longas e saudáveis. 

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Anomalia de Ebstein: conheça como a cardiopatia acomete bebês 

Rara e congênita, a Anomalia de Ebstein é uma cardiopatia em que pessoas, em alguns casos recém-nascidos, são submetidas a uma cirurgia no coração para corrigir a válvula tricúspide que controla o fluxo de sangue entre a aurícula direita e o ventrículo direito do órgão.  

No caso de bebês, o tratamento ágil é possível graças ao pré-natal completo, com exame de ecocardiograma fetal, responsável por identificar a má-formação na valva tricúspide do coração do feto.  

Com o diagnóstico precoce, os pais e a equipe médica podem ter um time especializado em cardiopatias congênitas durante o parto, o qual é responsável pelo procedimento cirúrgico necessário logo após o nascimento.  

Doenças cardíacas em bebês 

Cerca de 30 mil crianças nascem com doenças cardíacas, segundo o Ministério da Saúde. As cardiopatias congênitas, ou má formação do coração do feto no útero, são as causas de 6% da mortalidade infantil antes do primeiro ano de vida.   

Esse número pode diminuir caso exista um diagnóstico precoce, feito através do exame ecocardiograma fetal realizado por equipamentos de ultrassom.  

Entretanto, o Brasil carece de profissionais preparados para realizar esse tipo de teste e detectar possíveis anomalias no coração dos bebês que estão sendo gestados.  

Sem esses especialistas, o Ministério da Saúde criou em 2021 o Programa Renasce que é coordenado pelo Instituto Nacional de Cardiologia (INC). Ainda em fase de implementação, o projeto tem como objetivo melhorar os diagnósticos e tratamentos de cardiopatias congênitas no SUS. O programa tem como meta aumentar o número de cirurgias e tratar 60% dos casos desse tipo de doença até 2023. 

É fundamental relembrar a importância do acompanhamento de um cardiologista infantil desde a fase pré-natal até o início da idade adulta para um rápido diagnóstico e direcionamento para tratamentos adequados.  

Para isso, os pais precisam estar atentos em sintomas como batimentos cardíacos muito lento ou rápido, pele azulada, falta de ar em repouso ou durante mamadas, maior cansaço em relação a outras crianças, entre outros, que podem ser consequência de um problema de coração.  

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Por que devemos falar de Cardiologia Infantil?

A infância é um período crítico para um indivíduo porque é quando se dá o crescimento e a condução de um longo período de vida.

Nesta fase também podem ser descobertas doenças congênitas, que são aquelas que ele nasce com pré-disposição para apresentar, bem como as que são manifestadas logo após o nascimento ou nos primeiros anos de vida.

As doenças cardíacas, nesse contexto, são as que mais costumam atingir crianças. Aproximadamente 30 mil dos bebês nascidos no Brasil todos os anos apresentam alguma anomalia estrutural ou função do coração.

Algumas delas são identificadas antes mesmo do nascimento, ainda durante a gestação, no acompanhamento pré-natal da mãe.

Com isso, o médico responsável já inicia o tratamento adequado neste período. Porém, quando é descoberto após o nascimento, a criança também é submetida ao tratamento para a sua cardiopatia

A importância do Cardiologista Pediátrico

Sabendo da quantidade de crianças acometidas por cardiopatias e dos tratamentos existentes, o especialista no acompanhamento delas é um profissional muitas vezes não procurado pelas famílias.

Ele é o Cardiologista Pediátrico, responsável pelo cuidado do coração desde os primeiros momentos de vida.

Embora diferente do que muitos possam pensar, esse profissional acompanha crianças saudáveis também — o que é recomendado para todas. Afinal, o coração é o principal e mais importante órgão do corpo humano.

As principais atribuições dele são:

• Acompanhar o desenvolvimento desde o ventre;
• Solicitar exames completos para entender o status do coração da criança;
• Avaliar a necessidade de cirurgias para corrigir disfunções cardíacas;
• Diagnosticar e prescrever os tratamentos mais adequados – caso sejam necessários.

Mesmo que seu filho ou as crianças próximas a você não apresentem doenças congênitas logo na gestação ou primeiros momentos de vida, recomenda-se ter ao menos uma consulta com o Cardiologista Pediátrico ao longo do ano e, caso apresente sinais, como pele azulada, falta de ar e cansaço extremo, também é indicado leva-la imediatamente ao profissional.