Pesquisa mostra que brasileiros são recordistas em tomar medicamentos sem prescrição médica
A automedicação é uma prática comum entre os brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), 77% da população tem o hábito de se automedicar.
Embora possa parecer uma solução inofensiva e eficaz para o alívio de alguns sintomas, ingerir medicamentos sem a orientação de um profissional pode causar sérios riscos para a saúde a curto, médio e longo prazo.
Os perigos de tomar remédios sem prescrição médica vão desde simples efeitos colaterais até intoxicação. Entenda como a automedicação pode prejudicar a saúde.
Brasileiros são recordistas em automedicação
Quem nunca tomou um remédio para curar uma simples dor de cabeça? Buscar indicações de amigos e familiares, ou consultar a internet para encontrar soluções para sintomas como dores de cabeça, desconforto abdominal ou inflamações na garganta é algo muito comum, principalmente no Brasil.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 86% dos brasileiros entrevistados admitiram tomar medicamentos sem orientação médica.
De acordo com o estudo, a automedicação é mais comum em casos de dor de cabeça, gripes, resfriados, febre e dores musculares.
Por que a automedicação é tão comum?
Diversas são as causas para que esse problema se perpetue. A facilidade de acesso a medicamentos de venda livre, a comodidade de resolver problemas de saúde em casa e a disponibilidade de informações na internet são alguns dos motivos.
Além disso, a cultura de compartilhar recomendações de remédios entre amigos e familiares também incentiva essa prática.
Riscos da automedicação
Muitas pessoas recorrem aos medicamentos sem prescrição para aliviar sintomas rapidamente, sem considerar os potenciais efeitos colaterais.
Para alertar sobre esses perigos, listamos abaixo os principais riscos associados à automedicação:
- Intoxicação: o uso de doses inadequadas pode levar à ineficácia do tratamento ou até à overdose, causando intoxicação.
- Interação medicamentosa: tomar medicamentos sem orientação pode resultar em reações adversas quando combinados com outros remédios de uso contínuo.
- Mascaramento de sintomas: aliviar os sintomas sem tratar a causa subjacente pode atrasar o diagnóstico correto e agravar a doença.
- Reações alérgicas: medicamentos não prescritos podem causar reações inesperadas no organismo.
- Dependência: alguns medicamentos podem levar ao vício se usados incorretamente.
- Resistência a medicamentos: o uso indiscriminado de antibióticos, por exemplo, pode tornar os microrganismos resistentes, dificultando tratamentos futuros.
- Acúmulo de medicamentos: manter uma “farmácia” em casa pode levar a confusões entre medicamentos, ingestão de substâncias vencidas ou mau armazenamento, além do risco de ingestão acidental por crianças.
Como evitar os riscos da automedicação?
O primeiro passo é sempre consultar um médico antes de tomar qualquer medicamento. Um profissional de saúde pode avaliar corretamente os sintomas, considerar características individuais do paciente e prescrever o tratamento mais adequado.
Além disso, realizar consultas regulares é fundamental para um acompanhamento contínuo da saúde. O acompanhamento permite a identificação precoce de problemas de saúde e a administração adequada de tratamentos.
No Grupo Sirius, incentivamos nossos pacientes a manterem check-ups em dia para garantir uma vida saudável e prevenir complicações decorrentes da automedicação.
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